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SENGE lidera movimento para repassar à Uergs as estruturas de fundações em extinção

03/01/2019 às 00h00

Movimento de entidades e pesquisadores sugere que estruturas de fundações em extinção sejam repassadas à Uergs. Iniciativa pretende transformar Universidade em polos de inovação e que estejam ligados ao desenvolvimento do RS nas áreas de energia, agricultura, meio ambiente, indústria, comunicação, infraestrutura e mineração.

Liderado pelo Sindicato dos Engenheiros (SENGE-RS), começa a tomar forma um movimento no Estado que visa a potencializar a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) através da utilização das estruturas das fundações extintas no governo José Ivo Sartori. A ideia é que a proposta, ainda em elaboração, receba atenção do governador Eduardo Leite. Além do SENGE, apoiam a iniciativa Pró-reitores e professores da UERGS, assim como pesquisadores da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec). Além de integrantes dessas instituições, são mantidos contatos constantes com pesquisadores, colaboradores e servidores da Fundação Zoobotânica (FZB-RS), Fundação Piratini (TVE e FM Cultura) e da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

“Não seria a hora de potencializar a Universidade Estadual do RS para atender às demandas e políticas públicas nos eixos da energia, agricultura, meio ambiente, infraestrutura, tecnologia e inovação?”, provoca o engenheiro civil João Leal Vivian, diretor do SENGE. Em um cenário em que toda a economia é válida, dados levantados pelo SENGE dão conta que, de imediato, a ida da UERGS para a área do Cientec geraria uma economia da ordem de R$ 3 milhões. Outra sugestão da entidade é a incorporação e otimização de verbas de custeios existentes nos orçamentos dessas instituições, ampliando assim o potencial da economia.

Os eixos principais do projeto – ainda em elaboração – são aproximar a UERGS dos conceitos de uma universidade tecnológica, com o foco na sustentabilidade econômica e com forte aproximação da indústria. Além disso, prevê a absorção das estruturas físicas e patrimônio das fundações em extinção, criando institutos de tecnologia ou centros de excelência com o foco em eixos como economia, estatística, planejamento, tecnologia ambiental, energia, suporte a agricultura, suporte a indústria, planejamento urbano e infraestrutura e mineração. Por fim, a ideia é promover o aperfeiçoamento, diversificação e complementação do quadro técnico da UERGS com incorporação dos profissionais das fundações e com a otimização de equipes e da estrutura.

Durante a campanha eleitoral, o agora governador eleito Eduardo Leite salientou que o foco de sua gestão será a busca da competividade, com base em investimentos em infraestrutura, menos burocracia, menor carga tributária e qualificação na área da Educação. Declarou ainda que as Parcerias Público-privadas (PPP’s) terão papel essencial. Uma das propostas de Leite, inclusive, é a criação de um escritório que visa apoiar cidades gaúchas, que carecem de estrutura técnica para a execução de projetos sustentáveis diante da complexidade da modelagem.

“Com a criação de institutos ou centros de excelência, já previstos em sua lei de criação, com forte atuação na formação, na extensão universitária, na pesquisa e na inovação, voltada às necessidades do Estado, a UERGS se tornaria, no curto prazo, em um importante agente de suporte para políticas públicas”, ressalta o Reitor da UERGS, Leonardo Beroldt, caso este seja o entendimento do governo Eduardo Leite, bem como dos servidores das fundações envolvidas.

De acordo com João Leal Vivian, o parque de laboratórios e a área do Cientec seria de enorme utilidade para potencializar a UERGS e fomentar ainda mais a educação no RS. 

 

CIENTEC

No último dia 17 de dezembro, a Juíza Vera Regina Cornélius da Rocha Moraes da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em despacho na Ação Civil Publica nº 9018150-81.2018.8.21.0001, proposta pelo Ministério Público através da Promotoria de Justiça e Defesa do Patrimônio Público Estadual, contra o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, manteve a liminar que suspende os atos do processo de extinção da Cientec após tentativa de acordo entre o Executivo e o Òrgão Ministerial.

A Justiça, tanto de Primeiro como de Segundo Grau, entende que diante da natureza dos serviços prestados e, em especial, considerando o patrimônio material e imaterial da CIENTEC, a extinção sem o devido planejamento poderá acarretar inúmeros prejuízos à sociedade.

Segundo a Juíza é necessário uma análise prévia dos editais que servirão para transferir os equipamentos da Fundação para outros órgãos, tamanha a relevância destes bens adquiridos, em grande parte, pelos funcionários da CIENTEC através de projetos de pesquisa.

Assim, em 2 anos o Governo Sartori não conseguiu apresentar um plano de fechamento para a CIENTEC, evidenciando que o projeto de extinção desconhecia a importância social e valor financeiro do patrimônio constituído ao longo dos seus 76 anos. 

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