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SENGE MANIFESTA REPÚDIO AO PACOTE DO GOVERNADOR SARTORI EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA PRAÇA DA MATRIZ

"Nós dizemos NÃO a esse governo e SIM a um projeto de Estado”, afirmou o presidente do SENGE, Alexandre Wollmann, durante a audiência pública realizada pelas Frentes Parlamentares em Defesa da CEEE, CRM e SULGÁS nesta terça (13) na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre.

Devido ao cerceamento do diálogo e a falta de transparência do atual governo do Rio Grande do Sul, foi impedida a realização da audiência e a entrada de servidores públicos e entidades nas dependências da Assembleia Legislativa, o que não impediu centenas de pessoas de se reunirem em frente ao Monumento Júlio de Castilhos para manifestar repúdio ao pacote de ajuste fiscal do governador Sartori. “Nós vamos vir para a praça pública defender a Engenharia, defender a boa técnica, defender os postos de trabalho, porque não é fechando a porta da Casa Civil, do Palácio e da Assembleia que vão nos calar”, afirmou o presidente Wollmann.

O dirigente do Sindicato ainda reiterou o apoio da entidade às empresas públicas e fundações, cuja privatização ou extinção não trará benefício algum à situação financeira do Estado, representando na verdade uma inestimável perda para a infraestrutura com a possível venda da CEEE, CRM e SULGAS, além de um grande retrocesso na área de pesquisa e tecnologia com a extinção da CIENTEC, FEE, FZB, FEPAGRO, entre outras fundações ameaçadas pelo pacote.

Nesse sentido, Wollmann lembrou que o Sindicato vem se colocando à disposição para o diálogo e para a busca de soluções para a crise, que passam necessariamente pelo combate à sonegação e pela transparência sobre os incentivos fiscais. “Há exatamente um ano atrás o SENGE, junto com a Afocefe Sindicato, CEAP e outras entidades, protocolou na justiça um pedido de abertura da caixa preta do Estado do Rio Grande do Sul. E estamos há um ano esperando a resposta do governo”, disse Wollmann, referindo-se a Ação Civil Pública pela transparência dos contratos e cumprimentos das contrapartidas pelas empresas beneficiadas pelo FUNDOPEM e INTEGRAR-RS.

Em sua manifestação, o deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), enalteceu o trabalho do SENGE e a Ação Civil Pública, bem como o apoio da entidade à abertura de CPI para investigação dos benefícios fiscais em vigor no Estado, da qual o parlamentar é proponente. Lara é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Na sequência, a deputada Juliana Brizola (PDT) também manifestou contrariedade ao pacote do Poder Executivo. “Acreditamos em um estado indutor de políticas públicas. Abrir mão da nossa energia é abrir mão da soberania nacional, já tinha nos ensinado Leonel Brizola“, disse a deputada, que preside a Frente Parlamentar em Defesa da SULGÁS. “Eu, como deputada, não me sinto apta a votar a favor de um pacote de corte de gastos sem saber antes quem são os beneficiários das isenções fiscais. O deputado Marlon Santos também questionou em seu relatório e nós ainda não sabemos a resposta”, afirmou Juliana.

O deputado Ciro Simoni (PDT), que preside a Frente Parlamentar em Defesa da CEEE, reiterou a necessidade de união das entidades e da mobilização junto a sociedade visando dar conhecimento sobre a real situação das empresas públicas e a sua importância para o Estado. O parlamentar afirmou mais uma vez estar convicto de que a proposta do Executivo de retirar a obrigatoriedade da consulta popular para venda da CEEE, CRM e SULGÁS será derrotada na Assembleia. Apresentou ainda as iniciativas que vêm sendo realizadas em defesa da CEEE, como o Projeto de Lei de sua autoria que busca dar efetividade ao plano de recuperação da empresa através da alienação de ativos em participações minoritárias para capitalizar a CEEE-D. Mencionou ainda a Nota Técnica que analisa a PEC 259 e que, de forma competente, desconstrói ponto a ponto as justificativas do Executivo.

A audiência pública contou com a presença dos deputados Manuela D’Ávila (PCdoB), Nelsinho Metalúrgico (PT), Jeferson Fernandes (PT), Zé Nunes (PT), Juliano Roso (PCdoB), Pedro Ruas (PSOL) e Regina Becker Fortunati (Rede). Todos manifestaram contrariedade ao pacote e à PEC que permite a privatização das estatais sem plebiscito, e criticaram ainda a decisão de fechar as portas da Assembleia. Estavam presentes no ato o vice-presidente do SENGE, Luiz Aberto Schreiner, os diretores de Negociações Coletivas, Tadeu Rodriguez e Diego Oliz, representantes dos empregados da CEEE, CRM, Sulgás, CIENTEC, FEPAGRO, FZB, TVE, CORAG, FEE, entre outras entidades.

Assista a manifestação do presidente Alexandre Wollmann



Assista a manifestação do deputado Ciro Simoni

 

 


Presidente do CREA-RS, Mélvis Barrios Jr, também participou da audiência pública.
 

 


O ato foi encerrado com o Hino Riograndense.

 

 

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