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DIRETOR DO SENGE FAZ PALESTRA NA SERGS

30/11/2021 às 14h00

Diretor Cícero Salaberry participou do SERGS DEBATES, nesta terça-feira (30), que tratou da importância da plataforma Bim na Construção Civil e nas obras de infraestrutura no RS.

 

A Sociedade de Engenharia do RS (SERGS) promoveu, na manhã desta terça-feira (30), nova edição do SERGS Debates, com a participação de lideranças da Engenharia no Rio Grande do Sul — tanto do setor público quanto da iniciativa privada —, de universidades e de entidades. Na pauta, a importância da Plataforma BIM na Construção Civil e nas obras de infraestrutura no estado. O evento também reuniu representantes dos governos estadual e municipal, responsáveis pela organização de grupos de trabalho envolvendo organizações diretamente envolvidas com a matéria, visando a criação de um fórum.  

Entre os palestrantes, destaque para a participação do engenheiro Cícero Rodrigues Salaberry, diretor regional do Núcleo Metropolitano do SENGE-RS, que destacou na sua exposição da importância do Programa de Qualificação do SENGE-RS (ProQuali) para a cadeia da Construção Civil no RS ao qualificar profissionais que já estão no mercado. Salaberry salienta que, enquanto a academia tem um papel importante na qualificação de novos profissionais, o SENGE-RS foca nas pessoas que querem melhorar a qualidade do seu trabalho, se requalificar e estar sempre atualizadas na questão de tecnologia.  

 

 

O tema do Bim para construção civil e obras de infraestrutura tem sido muito falado nos últimos anos, principalmente em função do Decreto 10.306/2020, de 02 de abril de 2020, que estabelece a utilização do Bim na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia, realizados pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal. 

 

 

Tivemos participação de pessoas da área acadêmica, governamental, construtoras e entidades de classe. Todos foram unânimes em assuntos como a importância do Bim para melhorar a entrega na qualidade dos projetos, envolvendo a cadeia como um todo, valorizando o profissional projetista e a interoperabilidade. Também concordaram em benefícios como projetos mais transparentes e melhores de serem fiscalizados, principalmente para termos obras públicas mais confiáveis em relação a custos e qualidade. O diretor do Sindicato tratou também sobre as pesquisas feitas todos os anos pelo SENGE-RS, nas quais a entidade solicita aos profissionais que identifiquem os assuntos de interesse, sendo que o Bim sempre esteve entre os mais citados. Tanto que os cursos sobre Gestão de Bim já são uma realidade no ProQuali. 

 

Decreto 10.306/2020 

Em 3 de abril 2020 foi publicado o Decreto 10.306/2020, que impõe a utilização obrigatória do Bim para obras públicas. Dentre outras ações, o decreto criou o CG-Bim – COMITÊ GESTOR DO Bim, de caráter permanente e também sob a liderança do SDIC/SEPE/ME, que tem como principal incumbência empenhar todos os esforços para garantir a implementação da estratégia de adoção do Bim no Governo Federal que foi desenvolvida, definida e documentada pelo CE-BIM. A estratégia estipulou três datas principais para os níveis gradativos de exigibilidade do Bim no âmbito do Governo Federal: 2021, 2024 e 2028. 

A modernização e o aumento da taxa com ganhos de produtividade são primordiais para a indústria da Construção Civil no Brasil. Incorporar novas tecnologias, materiais, sistemas e processos construtivos configura-se como um caminho de mão única, em que todos os agentes administrativos na construção, públicos ou privados, devem conjugar esforços para avançar na mesma direção. Inovações como a Modelagem da Informação da Construção ou Bim (Building Information Modeling) são vetores essenciais para uma mudança e quebra de paradigmas em um setor intensivo em mão de obra com forte impacto social. 

Os benefícios do Bim são diversos, tais como: maior precisão de projetos (especificação, quantificação e orçamentação); possibilidade de simulação das diversas etapas da construção, permitindo uma identificação e eliminação de conflitos antes mesmo da construção e diminuindo retrabalhos e desperdícios (resíduos); disponibilização de simulação de desempenho dos elementos, de sistemas e do ambiente próprio construído; gestão mais eficiente do ciclo de obra; diminuição de prazos e custos; e maior consistência de dados e controle de informações e processos, publicando em maior transparência nas contratações  

Estudos comparativos internacionais mostram que, além da infraestrutura (equipamentos, software, capacidade de tráfego de dados) e do arcabouço técnico e institucional, é fundamental a participação do governo, enquanto agente regulador e demandante de projetos e de empreendimentos da construção nas mais diversas áreas. 

Portanto, mais do que uma inovação para o mercado, a disseminação do Bim deve se constituir como uma estratégia de governo para alavancar a industrialização do setor da construção e, com isso, obter resultados significativos em termos de produtividade, sustentabilidade, controle, transparência e otimização da alocação de gastos públicos com obras. 

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