Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência.

EQUATORIAL CEEE-D: DESRESPEITO COM O CONSUMIDOR E COM O TRABALHADOR

24/11/2021 às 00h00

Lamentavelmente, o cenário previsto e reiteradamente alertado pelo SENGE durante a tramitação e o processo de privatização da empresa vem se confirmando.

 

É com grande preocupação que o Sindicato dos Engenheiros vem acompanhando o aumento das tarifas de energia divulgados pela Equatorial CEEE-D neste mês de novembro, trazendo percentuais muito acima daqueles discutidos em audiência virtual no final de setembro. Na época, o efeito médio ao consumidor proposto tinha ficado em 9, 52%, no entanto o baque será ainda maior: para os consumidores residenciais ficou definido em 14,71% e para os demais de baixa tensão, como os rurais, de 15,18%. 

Lamentavelmente, o cenário previsto e reiteradamente alertado pelo SENGE durante a tramitação e o processo de privatização da empresa vem se confirmando. Aconteceu a alta tarifária, impactando ainda mais os consumidores que já vêm sofrendo com a escalada geral de preços de produtos e serviços.  

O próximo impacto a ser sentido pela população atendida pela Equatorial CEEE-D será a redução da qualidade técnica do serviço prestado, consequência da redução de 52% do quadro funcional e da terceirização em massa dos serviços. Ou seja, você vai pagar mais por um serviço de qualidade inferior.  

Somado a isso, a Equatorial vem prejudicando seus funcionários e descumprindo decisões judiciais que determinam o pagamento de verbas legais trabalhistas àqueles que se mantêm na empresa.  

Ainda que na composição da tarifa de energia esteja incluído o pagamento dos trabalhadores, a Equatorial CEEE-D opta por desrespeitar seu quadro técnico e ignorar ordens judiciais. Exemplo disso é que a empresa vem realizando depósitos judiciais de diferenças salariais, solicitando que não sejam liberadas aos trabalhadores até o julgamento de Dissídio Coletivo, contrariando decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho que determinou inclusão em folha de pagamento do reajuste e demais cláusulas previstas na sentença normativa. Diante desta atitude, se fez necessário que o SENGE solicitasse à justiça a intimação da empresa para que proceda ao correto cumprimento da decisão liminar, com a liberação dos valores em depósito judicial, bem como creditado o valor do bônus alimentação dos trabalhadores. 

As consequências dessa decisão privatista do governo do Estado já começaram a aparecer.  

 

 

Leia Também