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CPFL ARREMATA CEEE-T COM LANCE DE R$ 2,670 BILHÕES

19/07/2021 às 16h00

Durante a coletiva de imprensa, o governador Eduardo Leite foi questionado pela imprensa a respeito da dívida de R$ 2,39 bilhões que as patrocinadoras CEEE-D e CEEE-GT têm com os fundos de pensão dos empregados CEEEPrev e Único, administrados pela Fundação CEEE. 

  

Na sexta-feira (16), a CPFL Energia arrematou a transmissora de energia CEEE-T, após oferecer uma proposta de R$ 2,670 bilhões pelo ativo, um ágio de 57,13% em relação ao pedido inicial de R$ 1,699 bilhão.  

Com forte competição, a abertura de envelopes aconteceu em São Paulo e contou com ofertas das empresas Isa Cteep, CL RJ 004, MEZ Energia, Companhia Técnica de Comercialização de Energia e Infraestrutura em Energia Brasil. 

Com a aquisição da transmissora, a CPFL passa a deter 66,08% do capital social da CEEE-T, que é responsável pela operação e manutenção de mais de 6 mil quilômetros de linhas de transmissão, sendo mais de 5,9 mil quilômetros próprios. A empresa tem também aproximadamente 15.700 estruturas de transmissão, com um total de 69 subestações que somam potência instalada própria de 10.513 MVA, cobrindo todo o Estado do Rio Grande do Sul. 

A transmissora é considerada estratégica porque atende a uma região onde é realizado o intercâmbio de energia com a Argentina e o Uruguai, operação essencial para a segurança energética do País, especialmente em períodos como o atual, de escassez hídrica. Com a aquisição, a CPFL reforça sua presença no Sul do País, onde já atua em 77% do território do Rio Grande do Sul (381 municípios) e atende 2,988 milhões de unidades consumidoras por meio da distribuidora RGE Sul. No segmento de Geração, tem participação nas usinas hidrelétricas Foz do Chapecó, Enercan (Campos Novos), Barra Grande e Ceran (Cia. Energética Rio das Antas), além de operar pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e parques eólicos. 

No mês de março, o braço de distribuição do Grupo CEEE foi arrematado pela Equatorial Energia pelo lance simbólico de R$ 100 mil, além de assumir passivos da distribuidora. 

Durante a coletiva de imprensa, o governador Eduardo Leite foi questionado pela imprensa a respeito da dívida de R$ 2,39 bilhões que as patrocinadoras CEEE-D e CEEE-GT têm com os fundos de pensão dos empregados CEEEPrev e Único, administrados pela Fundação CEEE. A dívida é cobrada em ação judicial movida pela AECEEE, com o apoio do SENGE-RS e outras entidades representativas. Sem uma resposta satisfatória, o governador repassou a pergunta ao presidente da Companhia, Marco Soligo, e ao secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Junior, que confirmaram que a retirada do patrocínio ao fundo previdenciário dos empregados durante o processo de privatização da empresa foi uma decisão da gestão e do governo, e que a questão está judicializada. Não informaram, no entanto, como pretendem quitar este passivo com os empregados da CEEE, ainda que seja obrigatório em caso de venda ou reorganização societária nas empresas da Companhia, conforme termo de confissão de dívida assinado em 2007 junto ao aditivo ao Convênio dos Planos CEEEprev e do Único.

 

Deste modo, as empresas do grupo e o Estado do RS têm o dever de integralizar o saldo do débito até a data da efetiva transmissão e transferência de direitos e obrigações, isto é, efetivar os pagamentos de todos os compromissos devidos até então.

A agenda de privatizações do governador inclui, ainda, a venda da Sulgás por R$ 928 milhões, que pode acontecer em setembro, da área de geração de energia da CEEE, e da Corsan, além das concessões de parques e áreas de conservação do Estado. 

 

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