Saneamento e demissões na Embraer preocupam Engenheiros

07/08/2020 às 16h00

A engenharia nacional sofre com a falta de políticas públicas e as obras paradas. Também vê o emprego da categoria perder força no mercado. O tema foi tratado durante live transmitida pela Agência Sindical com a participação do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Pinheiro.  

Na sexta-feira (31/7), a Agência Sindical exibiu live com Murilo Pinheiro. Ele preside o Seesp e a FNE. João Franzin, jornalista da Agência, comenta: “Em que pesem os problemas de áudio, decidimos selecionar as principais falas do Murilo, que é um dirigente muito preparado. Mesmo porque a engenharia é uma das forças capazes de ajudar o Brasil sair do atoleiro.” 

Principais trechos 

Protocolos - Os engenheiros, como um todo, estão na quarentena, exceto aqueles que estão vivendo situação real de emergência. Nos colocamos à disposição dos trabalhadores e do governo para ajudar a população. 

Retomada - A Prefeitura de São Paulo assinou protocolo conosco. A engenharia tem que participar de absolutamente tudo. Mas vimos que os governos não pararam de torpedear os sindicatos. O exemplo de providências deveria vir do governo. 

Embraer

Os Planos de Demissão Voluntária precisam apresentar proposta que o profissional considere razoável para sair e se manter durante um tempo. Na verdade, sindicatos não discutem PDV, porque é demissão. Nós discutimos contratação. No caso de outras empresas, normalmente se apresentam diversos fatores ou vantagens adicionais. 

Demissão - Discutíamos redução de horas trabalhadas com salário reduzido e também home office. De repente, a empresa parou e disse que queria discutir um PDV. Mas coloca apenas adicional de 10% de um salário por ano trabalhado. Ou seja, na prática, é demissão pura e simples. 

Valorização - A Embraer é a primeira quando se trata de fabricante de aviões até 100 lugares no mundo. É uma empresa que o Brasil precisa e deve preservar. Estava sendo comprada pela Boeing, que desistiu. 

Aporte - Mandamos carta ao governo pleiteando aporte de recursos. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] informou que aportaria o dinheiro necessário. Todos sofreram com a pandemia, mas é fundamental que tenhamos consciência de como fazer de forma séria. São 5 mil engenheiros. Nossa preocupação é muito grande. O sindicato participa e discute diariamente. 

Saneamento

O novo marco regulatório foi aprovado. Brigamos muito contra isso. Discutimos, participamos, fomos a Brasília, falamos com parlamentares. Nós temos a Sabesp, a maior empresa de saneamento da América Latina. Mas as empresas que comprarem o saneamento, obviamente, vão dar prioridade àquelas cidades com possibilidade de lucro maior. O povo, que é mal atendido, vai ficar cada vez pior. 

Indústria médica

Esse tema foi motivo de pauta nossa junto ao governo federal. Mostramos que muitas das empresas hoje ociosas poderiam fabricar respiradores e insumos necessários à saúde, dando uma contribuição muito importante o cidadão e o País. 

Live - Clique aqui e assista à entrevista. 

Fonte: Agencia Sindical 

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