Ação Sindical | SENGE cobra medidas em relação ao COVID-19

20/03/2020 às 00h00

Diante do cenário atual de avanço da propagação do Coronavírus em nosso Estado, o SENGE tem tomado medidas para estimular a adoção do home office pelas empresas.

Em uma série de comunicados enviados nessa semana, o Sindicato dos Engenheiros tem questionado empresas dos mais diversos segmentos de atuação sobre as medidas que estão sendo tomadas para prevenir o contágio por Coronavírus em relação a todos empregados, em especial, à categoria dos engenheiros.

Nessa quarta-feira (17), o SENGE enviou cartas às empresas EMATER/ASCAR, CORSAN, CRM, EPTC, GHC, HCPA, SULGÁS, CEEE, RGE, EGR, TRENSURB,  CREA/RS, CIENTEC, FASE, FEPAM, METROPLAN, em que recomenda a adoção do trabalho em regime de home office para todos os empregados.

Nos comunicados, o Sindicato tem reforçado que a medida tem o devido amparo legal, conforme Lei 13.467/2017 e que se trata de uma ação prudente, uma vez que nesse momento a recomendação é evitar a circulação e concentração de pessoas em ambientes, como forma de reduzir a velocidade de contágio por Coronavírus.

O SENGE reforça também que os profissionais, ao continuarem circulando nas comunidades, além de colocarem em risco sua saúde e a de seus familiares, poderão se tornar, involuntariamente, agentes propagadores do vírus.
 

LAUDOS DE PROAGRO – SITUAÇÃO DELICADA 
 

O SENGE tem recebido muitas manifestações de profissionais que trabalham na EMATER acerca da necessidade de laudos de PROAGRO, um seguro da área agrícola, cujas solicitações cresceram bastante em função da seca que assola o Rio Grande do Sul. Os laudos, que também podem ser feitos por profissionais que não sejam da EMATER, são necessariamente realizados de maneira presencial – o que significa alto risco destes profissionais contraírem e propagarem o vírus, pondo em risco inclusive as famílias de agricultores.

Por se tratar de uma situação absolutamente fora da normalidade, e que gera altos riscos para a saúde coletiva e, ainda, em um momento em que o Estado decretou calamidade pública, o SENGE tem recomendado a adoção de medidas que possam dispensar os laudos individualizados por propriedade. Para isso, obviamente, é necessário um encaminhamento político pelo Governo do Estado, entidades representativas dos agricultores, agentes financeiros que financiam as atividades da agricultura e políticos estaduais e federais para, em conjunto construírem uma alternativa aceitável. Nesse sentido, o SENGE encaminhou nessa sexta-feira, 20 de março, cartas a diversas autoridades, apelando para que sejam tomadas providências.

A carta foi enviada ao presidente da EMATER e superintendente da ASCAR, Sr Geraldi Sandri (clique aqui e leia o teor); e também para o governador Eduardo Leite, e também para o secretário da Agricultura, Adolfo Brito (Presidente da Comissão de Agricultura); ao presidente da ALRS, Ernani Polo, aos deputados Elton Weber e Frederico Antunes, aos deputados federais Heitor Schuck, Afonso Hamm, Osmar Terra, Alceu Moreira, Pompeu de Mattos, Elvino Bohn Gass, e também aos senadores do RS. O mesmo documento foi enviado ainda para entidades do setor, para conhecimento: FETAG, FARSUL, FETRAF-RS, SARGS e CREA (clique aqui para ler). 

Além disso, o SENGE também está buscando uma posição do Banco Central e do Ministério da Economia sobre esse tema. Veja aqui a correspondência enviada.

 

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