Travessia hidroviária Guaíba-Porto Alegre pode sair em 2010

24/08/2009 às 00h00

O Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS) marcou presença na audiência pública que estabeleceu os termos de referência do edital licitatório para a implantação da travessia hidroviária entre Guaíba e Porto Alegre. No evento, realizado na última quarta-feira (13/08), na Câmara Municipal de Guaíba, foram apresentadas as condições para a concessão do serviço, que devem ser analisadas pelas entidades representativas e lideranças políticas até final de outubro.

Segundo o representante do SENGE-RS no evento, Eng. Jayme Tonon, a expectativa é que o serviço esteja funcionando até a metade de 2010. “Deve ser rápido porque o edital tende a ser mais flexível do que o de 2006. Naquela ocasião, nenhuma empresa havia se interessado pelo projeto por conta do rigor excessivo das regras”, recorda.

A licitação deve prever inicialmente o emprego de uma embarcação com capacidade para 90 lugares, que fará o trajeto entre a orla central do município de Guaíba e o Armazém B3 do Cais do Porto, na capital. Estima-se que o percurso demore não mais do que 15 minutos, tempo três vezes menor do que o deslocamento pela Rodovia Régis Bittencourt, que em horários de maior movimento pode demorar até 1h.

Tonon reforça, no entanto, que o SENGE-RS estará atento para que a legislação seja obedecida no que tange aos trabalhos de engenharia, principalmente em relação à segurança dos passageiros. “Além do trabalho de implantação do projeto, é necessária a constante atuação de um engenheiro naval que seja capaz de avaliar diariamente as condições da embarcação e de navegabilidade”.

Estima-se que cerca de 28 mil pessoas se desloquem diariamente entre Guaíba e Porto Alegre. A travessia hidroviária entre as duas cidades deve absorver 10% deste contingente no início das operações, podendo chegar a 30% com o acréscimo de novas embarcações, caso o meio de transporte seja bem recebido pela população.

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