EMATER: PAUTA APROVADA E INCERTEZAS QUANTO AO FUTURO DA EXTENSÃO NO RS

Foi aprovada a pauta dos profissionais da EMATER para a Convenção Coletiva com o SESCON, cuja data-base é 1º de junho, durante Assembleia Geral realizada nesta terça-feira (24) no auditório do SENGE. A decisão encerra o ciclo de 12 assembleias regionais realizadas nos meses de abril e maio, oportunidade em que foram discutidas as reivindicações da categoria e também os anseios em relação ao futuro da empresa.
Destaques para cláusulas que buscam o pagamento correto do piso salarial do engenheiro e resgate da carreira, reajustes significativos no vale alimentação considerando a defasagem existente em relação à outras empresas do próprio governo, melhoria de redação na cláusula que libera participação em cursos, seminários e eventos e inserção de cláusula que estabeleça um programa de preparo para aposentadoria com objetivo de valorizar quem está saindo da empresa, preservar o conhecimento institucional e apoiar o colega que queira se dedicar à outras atividades produtivas ou não.

Durante a Assembleia Geral, os colegas mais uma vez manifestaram sua preocupação em relação aos rumos da EMATER, motivo de grande insegurança para todos. Esse sentimento se agrava a cada dia em função da questão orçamentária, do Plano de Demissões Incentivadas (PDI) que pretende enxugar ainda mais um quadro de servidores que já é deficitário, da falta de reuniões de planejamento e de perspectivas para as carreiras.

Neste sentido, a diretoria do SENGE informou a realização do Seminário “Agricultura, desenvolvimento e combate à crise” em 16 de junho com propósito de debater, entre outras questões, o papel do Estado no setor, o que passa pelo provimento de assistência técnica, crédito, infraestrutura e logística e pesquisa, entre outras questões. Será um momento oportuno para tratar da política de Extensão Rural.

Além disso, a diretoria do Sindicato também informou a pretensão de organizar no segundo semestre deste ano um evento específico para debater e encaminhar soluções para a Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul, indo ao encontro do sentimento de enfraquecimento deste serviço, expressado pelos colegas presentes nas diversas assembleias. Azambuja comentou que é preciso um grande debate com um diagnóstico claro da situação, com a identificação do que querem os diversos atores envolvidos no processo, desde agricultores e suas representações, passando por entidades parceiras, pelos municípios, pelo governo federal e pelo próprio governo estadual que deve manter o serviço de ATER conforme prevê o artigo 10 da Lei 14.245/2013. Segundo Azambuja, preocupa o fato de que o governo estadual cortou o orçamento da empresa para 2016 mesmo tendo sido a Extensão Rural considerada uma das prioridades nas nove audiências públicas que a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa realizou em todo o interior do Estado em 2015, e este corte está se traduzindo em Planos de Demissões Incentivados – já na terceira edição, projetando um quadro sombrio de possíveis demissões que certamente, se vierem a ocorrer, enfraquecerão o serviço que é essencial para o setor primário do RS, especialmente para a agricultura familiar do Estado.

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