SENGE e AEAAPMC questionam reconhecimento e valorização das carreiras pela gestão de Canoas

Cerca de 30 profissionais realizaram mobilização na Prefeitura de Canoas, ocasião em que o SENGE e a AEAAPMC se reuniram com o Poder Executivo municipal para discutir a remuneração e as mudanças que estão sendo propostas para o plano de carreira dos servidores.
Nesta quarta-feira (22) cerca de 30 colegas participaram da mobilização na Prefeitura de Canoas, ocasião em que representantes do SENGE, da AEAAPMC, do Poder Executivo municipal e da Comissão de Elaboração das Diretrizes do Plano de Carreira dos Servidores Municipais se reuniram para discutir a remuneração dos engenheiros, arquitetos e agrônomos, e as mudanças que estão sendo propostas para o plano de carreira dos servidores.

Participaram da reunião o vice-presidente do SENGE José Luiz Azambuja, o diretor de Negociações Coletivas Tadeu Rodriguez, a presidente da AEAAPMC Cristina Delazeri, o vice Jefferson Cunha e o engenheiro Roque Minella representando os profissionais inativos, estiveram reunidos com o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Fábio Cannas, a secretária do gabinete do prefeito, Marta Rufatto, Haroldo Leão da Comissão que conduziu o novo Plano de Carreira dos Serviodres, e o advogado do município Matusalém Felipe.

Após uma apresentação detalhada do Plano, foi apresentado o cronograma de implantação na qual os representantes do governo se comprometeram em ouvir as considerações de todas as categorias de servidores até o final deste ano, antes da votação dos Projetos de Lei que instituem as novas carreiras na Prefeitura.

O ponto principal da reunião, ressaltado pelos diretores do SENGE, se refere às diferenças remuneratórias entre as categorias e a responsabilidade técnica inerente à atividade de cada profissional. O engenheiro Azambuja reiterou a necessidade de revisão dos parâmetros utilizados pela gestão, que estabelece diferenças nas carreiras dos servidores baseadas em critérios que não correspondem à realidade do trabalho desenvolvido no cotidiano da Prefeitura. No caso dos engenheiros e arquitetos, especificamente, a Prefeitura não reconhece o papel fundamental destes profissionais para o desenvolvimento do município, que atuam na liberação de novos empreendimentos, obras e serviços responsáveis pela arrecadação de tributos e que estão diretamente ligados à qualidade e bem estar do cidadão.

Também observou-se que o plano não representa incentivo à retenção de profissionais no quadro técnico da Prefeitura, conforme ressaltou a arquiteta Cristina. Apesar de satisfatória aos profissionais em início de carreira, comparando-se ao praticado pelo mercado, os avanços chegam ao teto de 48% de aumento na remuneração quando o profissional completa 35 anos de atuação. Nesse sentido, a falta de atrativo e evolução na remuneração resulta na rotatividade que afeta diretamente a continuidade e qualidade do serviço oferecido à população.

Na oportunidade, os representantes do SENGE e da AEAAPMC protocolaram uma carta em nome das duas entidades ao secretário Fabio Cannas  e ao presidente da Câmara de Vereadores Ivo Lech, sintetizando todos os pontos considerados críticos na política de remuneração da Prefeitura e na proposta de novo Plano de Carreira.






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