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12º Painéis da Engenharia: SENGE traz o setor elétrico ao centro dos debates

Nos dias 12 e 13 de setembro, o Sindicato dos Engenheiros reuniu profissionais e acadêmicos de destaque em âmbito nacional para debater sobre os desafios e oportunidades do Setor Elétrico durante a 12ª edição dos Painéis da Engenharia.

O evento aconteceu no auditório do SENGE, e contou com a participação de sócios, profissionais do segmento e estudantes. Simultâneo aos debates, foi realizado o workshop sobre Aterramento de Subestações: do Projeto às Medições, ministrado pelo engenheiro Marcos Telló, profissional com mestrado pela UFSC e doutorado pela UFRGS.  Foi também professor da Escola de Engenharia da PUCRS e, desde 1982, é engenheiro da CEEE.

A Comissão Técnica do 12º Painéis da Engenharia é formada pelos diretores do SENGE, Gustavo Rocha, Nanci Giugno e Vinicius Galeazzi, pelos professores Adriane Petry (UFRGS) e Tiago Cassol (UCS), com a coordenação técnica de Jussara Mattuella (SENGE).



Debates sobre o modelo de desenvolvimento para o uso de energia

A 12ª edição dos Painéis da Engenharia trouxe à discussão o panorama do setor elétrico brasileiro, segmento vital para a economia e o desenvolvimento do País, focando nas mudanças, desafios e oportunidades, e na reflexão sobre o modelo de desenvolvimento desejado pela sociedade para o uso da energia.

O Brasil possui um dos maiores e mais ricos potenciais energéticos do mundo, tanto em extensão quanto pela diversidade de fontes. Historicamente, o setor elétrico brasileiro foi marcado pela atuação estatal, tendo o país se notabilizado pela construção de grandes hidrelétricas. As reformas realizadas década de 90 careceram de planejamento e apresentaram uma regulamentação conflitante, o que levou à ausência de investimentos que culminaram no racionamento de energia em 2001 e 2002.

O modelo vigente foi implantado em 2004 e, entre outras características, previu a descentralização da matriz com o aporte de outras fontes e a redução da predominância da fonte hidroelétrica. Atualmente, um novo modelo encontra-se em aprovação, propondo que a energia elétrica deixe de ser um bem público para se converter em uma commodity, estabelecendo-se leis de mercado.

De acordo com o Plano Nacional de Energia 2060, a demanda brasileira prevista passará dos atuais 513 TWh para 1.624 TWh (Terawatt-hora), o que determina que o setor de geração seja um dos principais alvos de investimentos privados, inclusive internacionais. Este cenário leva à necessária discussão sobre revisão regulatória, com harmonização entre o modelo vigente e as novas sistemáticas, a partir de uma legislação clara para disposições de aquisições, parcerias e concessões, de modo a ressalvar a gestão nacional do sistema elétrico brasileiro, bem como a preservação da Engenharia nacional.

A visão de futuro projeta possibilidades crescentes de geração renovável de todas as fontes em grande e médio porte, e microgeração, alicerçados pela conscientização acerca do desenvolvimento sustentável.

Veja a cobertura completa do 12º Painéis da Engenharia: Setor Elétrico - Desafios e Oportunidades

Dia 12 de setembro

12º Painéis da Engenharia reúne especialistas do setor elétrico nacional no auditório do SENGE
Clélio Campolina Diniz fala sobre mudanças tecnológicas globais no 12º Painéis da Engenharia
Panorama do Setor Elétrico foi abordado no 12º Painéis da Engenharia
Bertol fala sobre os rumos do setor elétrico no 12º Painéis da Engenharia
A expansão do setor elétrico é tema de palestra durante o 12º Painéis da Engenharia

Dia 13 de setembro

Amílcar Guerreiro fala sobre o novo modelo do setor elétrico e as repercussões para a sociedade
12º Painéis da Engenharia trata sobre o cenário de expansão e os empreendimentos de energia eólica
O papel das energias renováveis na expansão da geração ou no novo modelo do setor elétrico

 

 

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