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Uberização do trabalho é tema do Ciclo de Palestras SENGE. Evento gratuito, participe!

Realizado pelo Conselho Técnico Consultivo do SENGE, evento debate as mudanças do mercado de trabalho. A próxima palestra será no dia 31 de julho, às 18h, no auditório do SENGE. A participação no evento é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. Participe!

Com o objetivo de ampliar e aprofundar a discussão sobre as recentes mudanças no mundo do trabalho e na sociedade, o Sindicato dos Engenheiros promove o Ciclo de Palestras SENGE, que tem como tema a “Uberização do Trabalho”. O evento é realizado pelo Conselho Técnico Consultivo do SENGE (CTC) que, no estudo da uberização do mercado do trabalho e da indústria 4.0, criou uma comissão para aprofundar o assunto formada pelos engenheiros Luiz Antônio Grassi, Arnaldo Dutra, Gerson Cavassola e Vinicius Galeazzi.

A próxima palestra do Ciclo será com a doutora em Ciências Sociais, Ludmila Abílio, que falará sobre " O trabalhdor intermitente, o trabalhador autônomo e a uberização do trabalho".  O evento tem entrada gratuita (sem necessidade de inscrição prévia) e ocorre às 18h, no auditório do SENGE.

Ao longo da programação, estão previstas ainda outras palestras que englobam assuntos transversais ao tema da uberização, como a financeirização da economia e do mercado do trabalho, a indústria 4.0 e tecnologia da informação, os aspectos do trabalho intermitente e sem vínculos, a Reforma Trabalhista e a precarização do mercado do trabalho, a desestruturação das fontes de financiamento da seguridade social, a ação corporativa e o protagonismo social e político dos sindicatos e o cooperativismo digital.

As palestras ocorrem sempre a partir das 18h, no auditório do SENGE, e são gratuitas. Acompanhe aqui no portal SENGE as novas datas da programação e participe!


Programação

 

31 de julho (terça-feira), 18h

O trabalhador intermitente, o trabalhador autônomo e a uberização do trabalho

LUDMILA COSTHEK ABÍLIO - Doutora em Ciências Sociais pela UNICAMP (2011); graduada em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP (2001) e mestra em Sociologia pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP (2005). Atua principalmente nos seguintes temas: Uberização do trabalho: novas formas de gestão, organização e controle do trabalho; Relações entre exploração do trabalho, financeirização e acumulação capitalista; Estudos do desenvolvimento: exploração do trabalho e acumulação capitalista na periferia; Relações entre trabalho e consumo no capitalismo contemporâneo. Fez seu Pós-doutorado (FEA-USP) sobre a chamada nova classe média brasileira, tratando da relação entre exploração do trabalho, desenvolvimento e acumulação capitalista na última década, com estudo empírico sobre o trabalho dos motofretistas na cidade de São Paulo. Atualmente é pesquisadora do CESIT, na Faculdade de Economia da UNICAMP, onde desenvolve pesquisa de Pós-Doutorado sobre Desenvolvimento, atuais políticas de austeridade e as transformações do trabalho no Brasil; com enfoque na Uberização do trabalho e pesquisa empírica com motofretistas na cidade de São Paulo.


16 de agosto (quinta-feira), 18h

O protagonismo sindical frente às mudanças tecnológicas e à reforma trabalhista

MARILANE OLIVEIRA TEIXEIRA - Economista e doutora em desenvolvimento econômico pela UNICAMP, pesquisadora na área de relações de trabalho, gênero e sindicalismo e assessora sindical.


26 de setembro (quarta-feira), 18h

A Reforma Trabalhista: precarização do trabalho e comprometimento das fontes de financiamento da seguridade social

JOSÉ DARI KREIN - Docente da Universidade Estadual de Campinas, possui doutorado em Economia Social e do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas (2007), mestrado em Economia Social e do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas (2000) e graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1982). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Emprego, Relações de Trabalho, Sindicalismo e Negociação Coletiva. Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Pesquisador e diretor do CESIT (Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho). Membro da diretoria da ALAST (tesoureiro) no mandato 2010-2013. Presidente da ABET (2007-2009). Membro da comissão de apoio à ABET no mandato atual, membro da GLU (Global Labor University).


Eventos anteriores:

19 de julho 

A crise estrutural do capital na economia brasileira e o fenômeno da uberização

DAVID DECCACHE - Economista (UFRRJ) e Mestre em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é assessor econômico na Câmara dos Deputados Federais e membro do Núcleo de Estudos em Economia e Sociedade Brasileira (NEB - UFF). Tem se dedicado à análise das causas estruturais da crise brasileira da década de 2010.Veja aqui como foi e assista ao vídeo do evento.


28 de junho

Internet das Coisas, Indústria 4.0 e tecnologia da Informação e suas implicações no mercado de trabalho

SÉRGIO BAMPI - Professor e coordenador do Instituto de Informática da UFRGS, bacharel em Física, Mestre em Engenharia Eletrica Microeletronica, Doutor em Engenharia Elétrica - Microeletrônica (Stanford University, USA, 1986), com pós-doutorado pela mesma instituição. Veja aqui como foi e assista ao vídeo do evento.


10 de maio

Financeirização da economia e do mercado do trabalho no contexto da geopolítica mundial

ENÉAS DE SOUZA - Economista, com mestrado pela Unicamp, foi presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, diretor de Planejamento da Financiadora de Estudos e Projetos e secretário de Estado de Ciência e Tecnologia do RS. Foi do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça. Na palestra, o economista  falou sobre o enquadramento da dinâmica econômica mundial e nacional que está por trás da situação da precarização do trabalho em evento realizado no SENGE. Veja aqui como foi e assista ao vídeo do evento


 

SAIBA MAIS SOBRE O CICLO DE PALESTRAS SENGE: UBERIZAÇÃO DO TRABALHO

A Reforma Trabalhista, a terceirização das atividades fim das empresas, bem como o congelamento por 20 anos do orçamento do País, aliadas à proposta de Reforma da Previdência, estão gerando precarização das formas de trabalho, fragilização das leis de proteção social, desmonte do Estado e dos meios de produção e consequente empobrecimento da família brasileira.

Olhando-se o conjunto das políticas implantadas, desde o começo do atual governo, essas medidas fazem parte de um ajuste do mercado do trabalho do Brasil às exigências e tendências da economia financeirizada do mercado internacional. Justificando ajuste fiscal para priorizar o pagamento dos juros da Dívida Pública, o atual governo está entregando as riquezas e produções do País às grandes potências, debilitando o Estado e instituições, pela privatização de divisas, enfraquecendo nossas empresas, nossa tecnologia e capacitação técnica, mas principalmente pondo em risco a soberania e o patrimônio nacionais.

Essas mudanças, rapidamente implementadas, ampliam um processo de "uberização" do mercado de trabalho, novo estágio de exploração, focado no trabalho autônomo e no emprego de tecnologia de informação e sem a cobertura de direitos sociais. Tudo está acontecendo com pouca resistência pela sociedade.

Proposta do evento:

Buscar na literatura elementos para a análise e realizar reuniões abertas do Conselho, convidando palestrantes para ampliar e aprofundar estudo sobre a contextualização, o fenômeno e a repercussão, sobre o mundo do trabalho e na sociedade, do processo de uberização, aliada à precarização do trabalho e a repercussão da rápida evolução tecnológica.

Assuntos abordados:

  • Financeirização da economia e do mercado do trabalho no contexto da geopolítica mundial;
  • Economia planejada e de dependência; Indústria 4.0 e tecnologia da Informação e suas implicações no mercado de trabalho;
  • Crise estrutural do capital na economia brasileira como causa do fenômeno da uberização;
  • O trabalho intermitente e sem vínculos e a uberização do mercado de trabalho;
  • A reforma trabalhista e a precarização do mercado do trabalho, desestruturação das fontes de financiamento da seguridade social;
  • A ação corporativa e protagonismo social e político dos sindicatos;
  • Cooperativismo Digital.
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