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Agricultura familiar e segurança alimentar em debate no 18º Seminário SENGE

Abertura do "18º Seminário SENGE: Agricultura e Desenvolvimento - Segurança Alimentar" reuniu autoridades do setor no Teatro do Prédio 40 da PUCRS. Presidente do SENGE, Tadeu Rodriguez, destacou a relevância do evento para o atual momento econômico do RS e do país.

FOTOS: JOÃO ALVES

A necessidade de repensar os rumos da agricultura, das políticas públicas voltadas à agricultura familiar, à atenção necessária às questões de segurança alimentar e suas implicações no desenvolvimento do país. Com esses propósitos, o SENGE realiza nessa quinta-feira (7), o 18º Seminário SENGE, com o tema “Agricultura e Desenvolvimento – Segurança Alimentar”, no Teatro do Prédio 40 da PUCRS.

Abrindo o evento, o presidente do SENGE, Tadeu Rodriguez, destacou a importância do tema que essa edição do Seminário apresenta. Para Rodriguez, trata-se de uma abordagem essencial para a viabilidade e sustentação do desenvolvimento econômico e social do país e especialmente do Rio Grande do Sul. “A segurança alimentar é uma preocupação cada vez mais presente no dia a dia da sociedade brasileira, que deseja e precisa de alimentos em quantidade suficiente e de melhor qualidade. Nesse sentido, nosso Seminário se propõe a debater o tema desde a tecnologia de produção empregada e a importância da assistência técnica”, afirmou, citando ainda como o respeito ao meio ambiente, a geração de renda aos agricultores, a inspeção sanitária e a fiscalização, mercados institucionais para os produtos da agricultura familiar, são conceitos que reforçam a importância do tema para toda a sociedade.

Ainda em relação à importância da agricultura familiar na economia do Rio Grande do Sul, Rodriguez citou pesquisas que indicam que “o setor contribui com mais de 50% do PIB agropecuário no RS, bem acima da média nacional, que não passa de 33%”, comparou, destacando que da produção familiar provêm até 80% dos produtos básicos que chegam à mesa dos brasileiros. “São, nada menos que, 378 mil estabelecimentos rurais destinados à agricultura familiar no Rio Grande do Sul, que ocupam cerca de 30% da área agrícola do nosso estado, envolvendo mais de 1 milhão e meio de gaúchos.”

O presidente Tadeu Rodriguez, reforçou, ainda, a motivação na realização do evento, que integra as celebrações dos 75 anos da fundação do Sindicato dos Engenheiros e também homenageia o Dia do Engenheiro, celebrado no próximo dia 11.

Na sequência, a segunda vice-presidente do CREA-RS, Eliane Silveira, falou sobre a relevância do tema e a necessidade de pensar o assunto em todos os âmbitos da sociedade. “A agricultura faz parte da cultura das cidades”, enfatizou, desejando um bom evento a todos.

Para o presidente em exercício da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraão, o Seminário SENGE também se destaca por se tratar de uma realização capaz de reunir importantes entidades, sendo a parceria entre as instituições algo fundamental para o fortalecimento da representatividade e para o consequente desenvolvimento social.

Secretário do Desenvolvimento Rural, Tarcísio José Minetto, aproveitou para agradecer à equipe do SENGE pela realização do Seminário e sua importante contribuição para o desenvolvimento do setor. “Aproveito para parabenizar o SENGE pelos seus 75 anos”, destacou.

Também participou da abertura do 18º Seminário SENGE o secretário nacional de Segurança Alimentar, Caio Rocha, que salientou o papel da segurança a alimentar como algo que extrapola setores. “Segurança alimentar tem a ver com produção, mas também tem a ver com acesso ao alimento. A cada 1 real investido em segurança alimentar – e há estudos que comprovam isso – retornam 16 reais para a saúde. Hoje, há 7 milhoes de pessoas no país que não se alimentam todos os dias”, esclareceu.

Na mesma linha, o secretário de Agricultura do RS, Ernani Polo, representando o governador Sartori,  enfatizou que a produção de alimentos é uma questão de segurança nacional. “As consequências da falta de alimentos sobre uma nação são graves, são trágicas. E nós vivemos em uma Era em que a atuação de engenheiros agrônomos e ambientais se faz cada vez mais necessária. Então, hoje, a gestão é um fator preponderante para que o agricultor, além de produzir, possa também ter renda. Vivemos nessa Era de eficiência e isso nos mostra que o trabalho dos engenheiros é preponderante nesse cenário”, declarou, por fim, o secretário.

Na sequência, o evento prosseguiu com a primeira palestra da manhã, apresentada pelo professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da UFRGS, Sérgio Schneider.

 

Clique abaixo e assista à abertura do seminário: 



Comissão técnica do Seminário: 

Carla Tatiana Chaves Cepik
Carlos Alberto Mendes Moraes
Cezar Henrique Ferreira
Cordula Eckert
Gilberto Wageck Amato
Gustavo Rocha
José Luiz Bortoli de Azambuja
Karla Prestes Pivato Oliz
Nanci Begnini Giugno
Nelso Volcan Portelinha
Pedro Selbach
Regina Modolo
Silvio Mezzari
Valery Pugatch

 

FOTOS: João Alves

 

 

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